Empreendimentos

Porque as empresas morrem no Brasil

Posted by Raphael Roale on setembro 18, 2008
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Uma pesquisa do Sebrae revela que mais de 60% das empresas que nascem todos os anos no Brasil morrem até o quarto ano de funcionamento. Os motivos são diversos, e vão desde a falta de planejamento até problemas financeiros e inaptidão gerencial dos proprietários. Mas isso todo mundo já sabe, é notório, vemos acontecer todos os dias. E ainda assim, porque as empresas continuam morrendo?

O que não faltam hoje são estatísticas, números, dados, e facilidade de acesso à informações. Conhecemos a carga tributária vergonhosa do Brasil, os custos com empregados, as taxas cobradas pelos bancos, a burocracia enferrujada, a falta de mão-de-obra especializada, o custo de vida. Mesmo assim, porque as empresas continuam agonizando, sufocando, morrendo?

A resposta mais simples à pergunta é: as empresas não morrem, se matam. Suicídio empresarial. Quando uma pessoa sabe que vai morrer e não faz nada a respeito, conhece as causas e efeitos mas não toma as ações necessárias para fugir das estatísticas, é se deixar morrer. É suicídio.

Uma grande parte dos empresários no Brasil não sabem fazer contas. Não sabem quanto custa manter as suas empresas. Não sabem qual o impacto da conta de luz e de água na sua rentabilidade, o custo real de uma mercadoria, quanto paga de imposto embutido e quanto isso se reflete nos gastos. Cuidam das finanças de suas empresas como quem faz as contas do supermercado no fim do mês. Não fazem previsões, nem provisões, a inadimplência aparece, e o buraco negro da falência assombra.

Além disso, existe um outro fator que é basicamente cultural: crise de identidade. Como os brasileiros, as empresas também não sabem quem são, qual seu objetivo, sua missão, pra onde ir. Somos um “país em desenvolvimento”, mas ainda temos as mazelas de povos miseráveis como os africanos. Não dá pra dizer que uma pessoa está perdida se ela não sabe onde quer chegar. O mesmo ocorre com as empresas. Quantas vezes se abrem negócios em um ramo pois se conhece alguém bem sucedido no mesmo negócio? O João da padaria está bem de vida? Então vamos lá abrir uma padaria também, mesmo sem conhecer o mercado, os fornecedores, seus clientes, o ponto de venda. Estudo de mercado com pessoas qualificadas? Caro demais, vamos no feeling mesmo. Se deu certo para ele, vai dar certo para mim também.

Olha aí mais uma futura ex-empresa.

Mas qual a solução? O que se deve fazer para reduzir os leitos na UTI neo-empresarial? Eu me arrisco a dizer que, tão simples quanto o diagnóstico, é a solução: sair da INÉRCIA. Fazer. Acontecer. Aprender a fazer suas contas, conhecer a fundo o negócio a se criar, planejar, estudar. É ajudar, de verdade, o crescimento do Brasil.

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PepsiCo Brasil: nova fábrica no Distrito Federal

Posted by Raphael Roale on agosto 29, 2008
Notícias / 5 Comments

PepsiCo Brasil

A gigante americana PepsiCo – dona das marcas Pepsi, Elma Chips, H2OH!, Coqueiro, Toddy, entre outras – anunciou que vai instalar a maior fábrica da América Latina no Distrito Federal. O empreendimento deve gerar mais de mil empregos diretos e outros cinco mil indiretos.

A idéia da empresa era iniciar as obras em 2010, mas a pedido do vice-governador do Distrito Federal Paulo Octávio, a pedra fundamental será lançada já em 2009 e a inauguração oficial está marcada para o dia 21 de abril de 2010, quando Brasília completará 50 anos de história. A indústria será instalada no Pólo JK, em Santa Maria, em um terreno de 80 mil metros quadrados.

O que pesou na escolha pela capital federal para instalação dá fábrica foi o ambiente propício de negócios. Brasília possui escolas internacionais, uma localização privilegiada e a melhor segurança do país. “Esses fatores levam a um excelente ambiente de negócios”, explicou o vice-governador.

Pró-DF

A empresa será incluída no Pró-DF, programa do governo do Distrito Federal de incentivos fiscais – e pode receber desconto de até 80% na compra do terreno ao final do processo. Mas para isso, a PepsiCo deverá cumprir todos os prazos e gerar os empregos defendidos no contrato para receber todo o incentivo previsto na lei.

Toda semana, o governo assina cerca de cinco novos contratos do Pró-DF, o que em média gera 100 novos empregos semanais, geralmente de micros e pequenas empresas. Isso ajuda na diminuição da taxa de desemprego da capital.

O governo investiu até agora R$ 70 milhões em infra-estrutura nas Áreas de Desenvolvimento Econômico (ADE). A meta é investir outros R$ 80 milhões até 2010.

Fonte: GDF

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