Comportamento

Você ou o seu chefe é um líder tóxico?

Posted by Ricardo Piovan on julho 11, 2012
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Tenho utilizado no meu treinamento, Liderança Assertiva – O Líder Completo, dados que a revista Você S/A publicou numa matéria intitulada: “Como lidar com chefes tóxicos”.

A reportagem traz de forma brilhante as características dos líderes tóxicos, aqueles chefes que apesar de algumas vezes promoverem resultados não se preocupam com a forma para alcançar estes resultados, perdendo talentos e muitas vezes não extraindo o máximo que seus liderados podem render em suas atividades.

Seguem as características do líder tóxico apresentada pela revista assim como alguns comentários:

1. Ele nega com atitudes os valores da empresa – Sabe aquela plaquinha ( missão, valores e visão ) que normalmente fica na recepção da empresa ? Lá estão os valores da companhia e o líder tóxico nega aquelas frases com suas atitudes e comportamentos no dia a dia.

2. Ele desconhece o limite entre a pressão por resultados e falta de respeito – Busca por resultados é uma coisa, gritar, ironizar e chamar a atenção na frente de outras pessoas é outra coisa completamente diferente. Respeito e caráter são elementos essenciais na liderança.

3. A ele falta a capacidade de inspirar e motivar os seus liderados– Um chefe simplesmente manda seu liderado fazer, um líder antes de mandar, inspira e motiva o seu liderado, mostrando o que deve ser feito e porque deve ser feito, isto é, lhe dá um propósito.

4. Ele vai atrás do resultado certo da forma errada – Algumas vezes (nem sempre) o chefe tóxico consegue o resultado a curto prazo, mas as suas atitudes desmotivam seus liderados a conseguirem os mesmos resultados para a próxima missão. Um líder autoritário sempre consegue resultados à curto prazo. À médio e longo prazo os resultados simplesmente desaparecem.

Caso você seja um líder e preocupou-se com as questões acima, saiba que é possível verificar se você tem ou não a liderança tóxica. Solicite feedbacks de seus liderados, questionando-os sobre os seus comportamentos como líder. Lembre-se que de acordo com Freud e Jung as pessoas se percebem em apenas 10%, isto é, 90% das nossas atitudes diárias não são percebidas e consequentemente não controladas.

Por Ricardo Piovan – Palestrante e Coach Organizacional
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Como ser promovido na sua empresa

Posted by Ricardo Piovan on junho 27, 2012
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Um funcionário do departamento financeiro de uma distribuidora de bebidas no sul do país notou que a empresa tinha gastos excessivos com deslocamento de seus refrigerantes de uma unidade para outra, onde o motivo principal era a falta de espaço nos galpões da matriz.

Por algumas tardes ele saia da sua sala com um poderoso ar condicionado e passeava pelos corredores do estoque questionando a si mesmo se não haveria uma forma mais eficaz de armazenar as garrafas e latinhas que ali estavam. Pesquisou e desenhou um novo formato de estocagem e apresentou para o seu diretor uma nova forma de alocar as mercadorias, aumentando em 18% a capacidade de armazenamento do galpão principal.

Para aparecer e tornar-se visível na empresa nada melhor do que mostrar melhorias e foi isto que este profissional que era responsável pelo contas a pagar fez. Não se limitou apenas a entrar no homebanking diariamente e pagar as faturas, ele cavou mais fundo e apresentou uma proposta que reduziu os custos de transportes entre unidades.

Os profissionais que estão fazendo o seu trabalho aparecer, não são diferentes de você, do seu vizinho de baia ou do seu chefe,  mas o que os distingue é o fato de partirem para a prática enquanto muita gente fica na teoria. Eles observam e vão além das suas tarefas diárias.

Muitos funcionários questionados sobre o que eles precisam fazer para serem promovidos respondem que se fizerem o seu trabalho bem feito e no tempo correto galgarão postos mais elevados na organização, mas acredito que isto não seja verdade pois para ascender na companhia você precisará fazer mais que o solicitado e apresentar resultados que vão além das suas tarefas.

Fica aqui a dica, SE QUISER APARECER MAIS, traga para a empresa muitas soluções boas, questionando continuamente como a empresa pode fazer o que ela faz de forma mais barata, mais rápida e com mais qualidade. Não tenha medo de errar e lembre-se que a diferença entre um profissional ordinário e extraordinário está no sufixo “EXTRA”

Você tem feito o EXTRA?

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Problemas no Trabalho? Pare de falar e resolva!

Posted by Ricardo Piovan on maio 07, 2012
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Venho ressaltando em meus textos e palestras de que a reclamação é um dos comportamentos que mais demitem as pessoas. Isto mesmo, a atitude daquelas pessoas que quando ficam insatisfeitas com algo na empresa são abduzidas pelo sentimento da RAIVA  e ao invés de conduzir esta energia ao cérebro para gerar soluções que resolvam seus problemas, elas levam esta energia para os músculos da boca e iniciam o processo da reclamação pelos corredores das organizações.

A RAIVA é o sentimento secundário dos “reclamões”, na verdade isto é uma máscara, pois o sentimento primário (real) é o MEDO. Isto mesmo, estas pessoas são na verdade grandes MEDROSOS, pois eles morrem de medo de tomar algumas decisões para resolver aquilo que ele está sofrendo e trilhar caminhos desconhecidos.

Vamos analisar alguns casos:

1- O meu chefe é uma pessoa muito crítica, que a todo o momento me chama atenção e muitas vezes na frente de outras pessoas.

Sentimento secundário:  Fico com RAIVA e reclamo dele para os meus colegas

Sentimento primário: Medo de demitir o meu chefe e não conseguir um novo trabalho a altura

2- Meus funcionários  não dão o resultado esperado na execução das suas tarefas;

Sentimento secundário:  Fico com RAIVA e reclamo deles para o meu diretor

Sentimento primário: Morro de MEDO de buscar conhecimentos de liderança, pois posso descobrir que o erro na verdade é meu.

3- Não consigo bater as minhas metas de vendas

Sentimento secundário: Fico com RAIVA dos clientes, do governo e da concorrência e digo que eles são culpados pelo meu fracasso.

Sentimento primário: Fico com MEDO de buscar ajuda dos vendedores que mesmo num panorama de concorrência dão muitos resultados, pois eles podem me achar inferior.

O mais interessante de tudo isto é que há uma solução para estas situações, e ela está numa frase de Walt Disney onde ele diz: “Para resolver algo, pare de falar e entre em ação”. O problema é que a maioria das pessoas tem o sentimento primário do MEDO de entrar em ação e paralisam não resolvendo aquilo que tem que se resolver.

Se você conhece alguém assim – ou se você mesmo se percebe neste processo – quero disponibilizar uma parte do quarto capítulo do meu livro Resiliência – Como Superar Pressões e Adversidades no Trabalho, onde destaco um método para resolver problemas profissionais e pessoais. Os 4 passos que apresento no livro eu tomei empresado por algumas figuras emblemáticas como Aristóteles, Dale Carnegie e Peter Drucker. Este último apresenta esta técnica num artigo intitulado “A decisão eficaz”.

Bom, não sei quanto a você, mas eu não costumo discutir com estas três figuras, eu simplesmente faço aquilo que eles orientam.

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Você ou o seu chefe são um líder NUVEM?

Posted by Ricardo Piovan on agosto 09, 2011
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Mês passado quando fiz o primeiro lançamento do meu mais novo livro (O Livro do Líder Completo), minutos antes de iniciar minha palestra dei uma olhada no facebook pelo smartfone e me deparei com a seguinte mensagem postada por uma pessoa:

“O meu líder é como uma nuvem, quando ele desaparece tudo fica mais claro.”

Na verdade este líder comentado na frase acima não é um líder, ele deve ser no máximo um chefe e provavelmente daqueles com um nível de autoritarismo insuportável.

Chefes na maioria das vezes apenas mandam fazer e normalmente com um tom de voz e palavras inadequadas, com isto eles não envolvem os seus funcionários na execução das tarefas, portanto estes sofrem na sua chefia.

Líderes antes de mandarem, inspiram, isto é, mostram com clareza o propósito da tarefa tanto para a organização quanto para o próprio liderado, apresentando para ele os benefícios pessoais e profissionais na execução de um trabalho bem feito. Acredite, quando o líder “gasta” um pouco mais de tempo demonstrando estes benefícios as pessoas se engajam muito mais e tendem a trabalhar com mais entusiasmo e energia, pois eles tem prazer em trabalhar com o seu líder.

Toda vez que o seu liderado sofre ao trabalhar com você ele o considera uma nuvem que ao ir embora deixa o ambiente mais tranquilo e mais prazeroso.

Quer conhecer um pouco mais a estratégia INSPIRAR, e com isto fazer com que os seus liderados se comprometam mais com o trabalho? Disponibilizo no link a seguir o primeiro capítulo do meu livro onde detalho mais esta estratégia: Acesse este link para download

Até a próxima.

Ricardo Piovan é palestrante e consultor organizacional. Diretor da Portal Fox, empresa especializada em consultoria organizacional, Coaching e treinamentos. Coordenador dos treinamentos Liderança Assertiva e Sprint Leader.

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Você erra 100% dos chutes que você não dá

Posted by Ricardo Piovan on julho 24, 2011
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A frase acima foi dita por um dos maiores empreendedores que já passou pela terra. Seu nome? Walt Disney.

Sempre reforço a afirmação acima em minhas palestras e treinamentos, pois muitos profissionais perdem grandes oportunidades pelo simples fato de não tentar, isto é, de não chutar a bola que está a sua frente, pois este chute lhe dá uma oportunidade de acerto.

Percebo nas empresas que muitas vezes as pessoas sabem o que deve ser feito, mas deixam o MEDO dominar e paralisam na adversidades ou a pressão que está a sua frente.

Gosto da seguinte parábola que exemplifica este processo:

Mediante ao cumprimento de uma grande meta, o líder desejou comemorar o fato presenteando seus liderados com uma sobremesa especial. O chefe chamou o AGUIAR, seu funcionário, e lhe deu a seguinte tarefa:

– Aguiar, por favor, vá até a feira e compre laranja, melão e pêssego, pois quero fazer uma grande salada de frutas como sobremesa para comemorar nosso sucesso.

Aguiar correu para a rua e foi até a feira e trinta minutos depois voltou ao seu líder e disse:

– Chefe, a laranja havia acabado, o melão está fora de época e o pêssego não estava com uma boa aparência. Achei melhor não comprar.

O líder um tanto frustrado, agradeceu o Aguiar e chamou Carlos, outro funcionário da empresa.

– Carlos, por favor, vá até a feira e compre laranja, melão e pêssego, pois quero fazer uma grande salada de frutas como sobremesa para comemorar nosso sucesso.

Note que foi pedido a Carlos a mesma coisa que foi solicitada a Aguiar, mesmo sabendo que haveriam os mesmos problemas ditos anteriormente.

Carlos correu para a rua e foi até a feira e trinta minutos depois voltou ao seu líder e disse:

– Chefe, a laranja havia acabado, o melão está fora de época e o pêssego não estava com uma boa aparência. Achei melhor não comprar. Mas ví que o abacaxi estava bom, o morango com ótimo preço e a banana muito apetitosa. Peguei o celular do feirante e caso o senhor aprove ligo para ele e solicito que entreguem para nós.

Esta é a diferença dos profissionais talentosos em relação aos profissionais comuns, eles chutam a bola correndo riscos calculados, enquanto outros são reativos e aguardam comandos, não trazendo resultados rápidos e efetivos.

Para aqueles que acham que apenas a empresa é beneficiada enganam-se, pois não tenha dúvida que na primeira oportunidade de crescimento na empresa Carlos será promovido, afinal de contas ele faz diferença na hora do resultado.

E você, tem chutado as bolas que estão na sua frente, ou deixado para outros chutar ?

Abraços e treinem a pontaria.

 

Ricardo Piovan é palestrante e consultor organizacional. Diretor da Portal Fox, empresa especializada em consultoria organizacional, Coaching e treinamentos. Coordenador dos treinamentos Liderança Assertiva e Sprint Leader.

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5 maneiras para você detonar a sua carreira

Posted by Ricardo Piovan on julho 19, 2011
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Diz o filósofo que excelência não é aquilo que você faz uma ou duas vezes e sim aquilo que você faz repetidamente. A falta de excelência é a mesma coisa, isto é, aqueles erros que você comete várias vezes e que acabam com a sua imagem profissional, resultando uma carreira que não evolui para patamares mais elevados na organização.

Gostaria de destacar cinco maneiras que detonam qualquer carreira e que talvez estejam detonando a sua:

1- Seja um “reclamão”

Para conseguir uma estagnação completa no seu trabalho seja aquela pessoa que vive reclamando de tudo na empresa, dizendo que o seu chefe não colabora, que a equipe é incompetente e que a organização não contribui de forma efetiva com o seu trabalho. Reclame também do cliente, aquele cara, que paga o seu salário. O “reclamão” é aquela pessoa que vê defeito em tudo e não faz nada para mudar aquilo que ele reclama.

2- Não dê resultado para a empresa

Outra forma fantástica de ser esquecido num canto da empresa é você ser um “passivo”, isto é, ser uma pessoa que apenas traz despesas para a empresa. Se as suas atividades não fazem a empresa gerar dinheiro ou economizar dinheiro, saiba que você está no caminho certo para o esquecimento completo.

3- Não seja um “resolvedor” de problemas

Para potencializar ainda mais a sua estagnação não resolva nenhum problema, a menos que lhe solicitem, isto mesmo, fique na sua, se o seu radar detectar uma situação problemática finja que não é com você e apenas se manifeste quando for solicitado. Ahh … reclame pelo problema ter aparecido.

4- Não busque situação de aprendizado.

Este é um dos pontos mais importantes para que você fique paralisado anos na sua carreira. Não leia livros, não assista palestras e em hipótese alguma faça treinamentos. Continue fazendo as coisas sempre do mesmo jeito. Por favor, não procure fazer mais rápido, mais barato ou com mais qualidade as suas atividades.

5- Ande com os perdedores

Afaste-se dos talentos que existem na organização, pois eles podem te contaminar com o entusiasmo deles, levando você a ficar com vontade de não fazer os quatro pontos acima. Ande com as pessoas que vivem reclamando, que não dão resultados e que não resolvem problemas. Acredite, se você andar com os profissionais extraordinários você poderá ter uma recaída e ficar com vontade de estudar para fazer as suas tarefas com mais eficácia.

Garanto a você que seguindo as orientações acima a sua carreira ficará completamente impedida de qualquer sucesso e que você será o primeiro a ser lembrado em uma situação de corte dentro da empresa.

Abraços e até a próxima

 

Ricardo Piovan é palestrante e consultor organizacional. Diretor da Portal Fox, empresa especializada em consultoria organizacional, Coaching e treinamentos. Coordenador dos treinamentos Liderança Assertiva e Sprint Leader.

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Você faz parte do Grupo dos 5%?

Posted by Ricardo Piovan on maio 19, 2010
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Recentemente me deparei com um texto que gostaria de compartilhar, fala sobre as pessoas que têm sucesso em suas vidas profissionais e pessoais, pessoas que fazem uma grande diferença no futuro. Vamos ao texto:

Um velho professor entrou na sala e imediatamente percebeu que iria ter trabalho para conseguir silêncio. Com grande dose de paciência tentou começar a aula pedindo um pouco mais de silêncio, mas ninguém daquela turma se preocupou em atendê-lo.

Com certo constrangimento, o professor tornou a pedir silêncio educadamente. Não adiantou muito, pois os alunos ignoraram a solicitação e continuaram firmes com a animada conversa dentro da sala de aula. Foi aí que o velho professor perdeu a paciência e decidiu tomar uma atitude mais drástica.

– Agora prestem atenção, porque eu vou falar isso uma única vez – disse, levantando a voz e um silêncio carregado de culpa se instalou em toda a sala e o professor continuou.

– Desde que comecei a lecionar, isso já faz muito anos, descobri que nós professores, trabalhamos apenas 5% dos alunos de uma turma. Em todos esses anos observei que de cada cem alunos, apenas cinco são realmente aqueles que fazem alguma diferença no futuro; apenas cinco se tornam profissionais brilhantes e contribuem de forma significativa para melhorar a qualidade de vida das pessoas. Os outros 95% servem apenas para fazer volume; são medíocres e passam pela vida sem deixar nada de útil.

– O interessante, é que esta porcentagem vale para todo o mundo. Se vocês prestarem atenção, notarão que de cem professores, apenas cinco são aqueles que fazem a diferença; de cem garçons, apenas cinco são excelentes; de cem motoristas de táxi, apenas cinco são verdadeiros profissionais; e podemos generalizar ainda mais: de cem pessoas, apenas cinco são verdadeiramente especiais.

– É uma pena muito grande, não termos como separar estes 5% do resto, pois se isso fosse possível, eu deixaria apenas os alunos especiais nesta sala e colocaria os demais para fora, então teria o silêncio necessário para dar uma boa aula e dormiria tranqüilo, sabendo ter investido nos melhores.

– Mas, infelizmente, não há como saber quais de vocês são estes alunos. Só o tempo, será capaz de mostrar isso. Portanto, terei de me conformar e tentar dar uma aula para os alunos especiais, apesar da confusão que estará sendo feita pelo resto. Claro que cada um de vocês, sempre pode escolher a qual grupo pertencerá. Obrigado pela atenção e vamos à aula de hoje.

Não é preciso dizer, que o silêncio que ficou na sala e o nível de atenção que o professor conseguiu após aquele discurso foi devastador. Aliás, essa observação, tocou fundo em todos aqueles alunos, pois a partir dali, aquela turma teve um comportamento exemplar, em todas as aulas.

Hoje, certamente há muitos que não lembram muita coisa destas aulas, mas a observação do professor, essa nunca mais esquecerão. Aquele professor foi um dos 5% que fizeram a diferença na vida de muitos. De fato, podemos perceber que ele tinha razão e desde então, a maioria de seus alunos, fizeram de tudo para ficar sempre no grupo dos 5%, mas, como ele disse, não haveria como saber quem estava indo bem ou não; só o tempo mostraria a qual grupo cada um pertenceria no futuro próximo.

A pergunta persiste: Você faz parte do grupo dos 5% ?

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Por que as pessoas ATENDEM MAL os CLIENTES?

Posted by Ricardo Piovan on maio 19, 2010
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Não é raro observarmos funcionários errando ao atender mal um cliente, seja através da arrogância, displicência, falta de foco na solução da necessidade ou lentidão para resolver um problema, sem contar com a clássica dificuldade de comunicação, onde os colaboradores não compreendem corretamente o que o cliente está desejando.

A clássica frase “Freud explica” nunca foi tão verdadeira, pois o motivo do acontecimento dos pontos acima está ligado aos comportamentos das pessoas. Na nossa infância é moldada a base de nossa personalidade que refletirá as atitudes assertivas ou não do futuro, portanto o perfil comportamental definido na infância determina como me comportarei na vida adulta.

Em meus treinamentos de atendimento ao cliente adoto uma adaptação da teoria DISC, onde conscientizo as pessoas de suas virtudes e limitações comportamentais que estão ajudando ou atrapalhando o atendimento ao cliente. Após a aplicação de um teste as pessoas se identificam com um dos quatro perfis comportamentais existentes:

Guerreiro: Pessoas que possuem este perfil comportamental são rápidas e ágeis para resolver as necessidades ou problemas dos clientes, quando surge uma dificuldade elas arrumam uma forma de superá-la. Mas veremos que todos os perfis possuem pontos positivos e pontos limitantes, o guerreiro possui um sério problema de comunicação, pois como tem ansiedade em executar suas tarefas rapidamente ele pode não entender corretamente o que o cliente está querendo e com isto ele pode executar rapidamente algo errado. Outro ponto limitante deste perfil é a arrogância, pois ele “se acha” e sua prepotência pode desagradar o cliente e seus colegas de trabalho.

Influente: Este perfil é fantástico no que tange a dar atenção ao cliente, cativá-lo e deixá-lo a vontade. O influente é o boa praça e gosta de criar relacionamentos duradouros, uma ótima característica para atender bem o cliente. Mas seus problemas comportamentais podem comprometer o resultado, pois ele perde o foco facilmente, demorando a resolver um problema. Tem a mesma limitação em relação à comunicação que o guerreiro, pois escuta muito pouco o cliente e pode tomar decisões erradas ao buscar soluções.

Harmonioso: Os aspectos positivos deste perfil são a comunicação, pois ele compreende de forma clara as necessidades do cliente, são pessoas calmas e tranqüilas que demonstram total atenção ao cliente, além disto, são ótimos em momentos de conflito, pois compreendem os lados conflitantes e buscam soluções assertivas. O problema é que o harmonioso é tranqüilo de mais e isto o torna lento na execução das atividades e tempo é uma questão importante para os clientes. Outro aspecto limitante é que não gostam de mudanças não trazendo inovação para a empresa.

Perfeccionista: Como o próprio nome já diz estes são perfeitos, executam tarefa com maestria e excelência, são fantásticos comunicadores, pois compreendem claramente a necessidade do cliente assim como contribuem para que o resultado seja esplendoroso. As limitações estão na arrogância e prepotência, muitas vezes comprometendo uma boa relação com o cliente e com a sua equipe. Realizar as atividades no tempo certo também é um ponto de atenção, pois o perfeccionismo costuma demorar para acontecer.

Observando os perfis comportamentais acima você pode achar que estamos perdidos, pois todos eles têm pontos limitantes que podem atrapalhar o atendimento. A boa nova é que existem pessoas que conseguem equilibrar os perfis de forma consciente ou não, administrando seus pontos limitantes e ressaltando seus pontos positivos. Um guerreiro, que é rápido e supera dificuldades facilmente, pode, através da consciência, ficar atento a sua falha de comunicação e a sua potencial arrogância e trabalhar estes pontos até transformá-los nos pontos positivos do harmonioso por exemplo.

Treinamentos comportamentais focados para atendimento ao cliente disponibilizam as pessoas este autoconhecimento, promovendo assim mudanças comportamentais que nos transformam em profissionais mais preparados para atender bem os nossos clientes, pois eles são o maior patrimônio da empresa. Costumo invocar uma frase em meus treinamentos de um autor desconhecido que exemplifica bem o que estamos abordando: “Se não cuidares bem de seu cliente, alguém cuidará”.

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Como você encara os seus problemas no trabalho?

Posted by Ricardo Piovan on maio 19, 2010
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Há algum tempo estava ministrando minha palestra de inteligência emocional no trabalho na cidade de Valinhos em São Paulo e no fechamento do trabalho evoquei a célebre frase de Kelly Young onde ele sabiamente diz “ O problema não é o problema, o problema é a atitude que se tem perante ao problema”.  Logo após este evento nos foi servido um jantar comemorativo e fui indagado por uma pessoa que estava no auditório.

– Ricardo, você conhece alguém que não tenha problemas na vida pessoal ou profissional?

Com um tom de voz um tanto imperativo eu respondi:

– Não conheço caro amigo, pois com certeza todos nós temos problemas e a diferença entre as pessoas está em como elas reagem perante o problema, de forma proativa ou reativa.

Ele com um sorriso e olhos brilhando me disse:

– Muito prazer, você acaba de conhecer uma pessoa que não tem problemas na vida!

Ao dizer essas palavras ele não se estendeu no assunto e saiu para a execução do seu trabalho, pois vim descobrir que ele era o dono do local onde ministrei a palestra e precisava organizar o jantar que seria servido.

Aquelas palavras ecoaram durante a minha refeição, eu não conseguia entender o que ele queria dizer, estava ansioso para encontrá-lo no final do evento e pedir uma explicação para aquilo que me disse.

Mas não foi preciso procurá-lo. No meio do jantar um jovem garçom, acredito que tinha uns 17 anos, ao servir um cliente deixou cair um pouco de vinho em sua roupa. Neste momento a pessoa se exalta e reclama acintosamente o acontecido, criando ali uma certa confusão.

Neste momento uma voz chega ao meu ouvido com as seguintes palavras: “Ricardo, está vendo este garçom estabanado? Ele não é um problema para mim e sim uma MISSÃO”.

Não seria mais necessário procurar o meu novo professor, eu compreendi em segundos o que ele queria dizer. Podemos encarar os “acontecimentos negativos“ das nossas vidas profissionais e pessoais como problemas ou simplesmente como um desafio, uma missão, algo que precisa ser feito por alguém e que normalmente este alguém somos nós mesmos.

A partir daquele dia costumo dizer que não tenho mais problemas e sim missões nas quais sou escalado para realizar. Tenho missões a serem executadas na minha empresa, na minha casa, na minha carreira como palestrante. Acredite, quando você encara os desvios da vida com o olhar de missões talvez seja muito mais fácil conectar-se com as soluções e entrar em ação para resolver o que precisa ser resolvido.

E você, tem problemas ou missões a realizar?

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Insucesso Profissional: 87% das pessoas são demitidas por problemas comportamentais

Posted by Ricardo Piovan on novembro 30, 2009
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Qualquer treinamento que ministro seja ele de liderança, resiliência, assertividade ou trabalho em equipe, sempre apresento a pesquisa da revista VCSA sobre os motivos das demissões nas empresas. Após verificar as causas do cartão vermelho dado pelo líder a revista chegou à seguinte conclusão: a cada 10 demissões no mercado de trabalho 8,7 delas são problemas comportamentais e apenas 1,3 está ligado à deficiência técnica.

São as atitudes das pessoas que as estão demitindo ou impedindo o seu sucesso dentro das organizações, costumo dizer que os 1,3 demitidos por insuficiência técnica também é um problema comportamental, pois a procrastinação ou a preguiça de buscar o conhecimento impossibilita a pessoa de estudar e resolver a sua dificuldade.

Outra pesquisa realizada com líderes e empresários aborda as 10 atitudes dos profissionais talentosos, aqueles que fazem diferença nas organizações e consequentemente são promovidos ou colocados em posição de destaque nas corporações:

1- Ele não é o mais inteligente e sim o mais comprometido com a empresa.

2- Ele realiza o que é delegado imediatamente, sem reclamar.

3- Ele colabora com seus colegas de trabalho, mesmo quando a tarefa  não é de sua área.

4- Ele participa, dá opiniões, mesmo correndo o risco de não ser bem entendido.

5- Ele termina o que começa.

6- É o que presta atenção nos detalhes naquilo que faz e procura fazer tudo bem feito.

7- Ele sempre faz mais que o solicitado, a todo tempo quer exceder nas suas atividades

8- É o que está sempre procurando saber mais sobre a empresa, participando dos cursos e palestras, para servir melhor clientes e colegas.

9- É aquele que não trabalha olhando o tempo todo para o relógio para ir embora.

10- É aquele que respeita o ambiente de trabalho desde como se veste, até como se comporta, e principalmente o que fala.

Incentivo as pessoas a não se limitarem na busca pelo aprimoramento técnico, mas também o autoconhecimento para aperfeiçoar os seus comportamentos pois não tenha dúvida que as atitudes limitantes podem comprometer o sucesso profissional.

Para validar este artigo gostaria de compartilhar com você a celebre frase de Peter Drucker, o guru da administração moderna: “As pessoas são contratadas pelo seu CV (habilidades técnicas) mas são demitidas pelos seus comportamentos”.

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