Insatisfeito e infeliz no seu trabalho?

Por Ricardo Piovanem Artigos
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Destaco em meu livro Resiliência – Como Suportar Pressões e Adversidades no Trabalho um estudo realizado nos EUA, que 80% dos profissionais daquele país têm algum sentimento de infelicidade e insatisfação em relação ao trabalho que desempenham. Acredito que no Brasil este número não seja diferente a julgar pelas frequentes queixas que ouço nas empresas que presto consultoria.

As queixas são as mais variadas possíveis, mas o campeão de reclamações está em relação aos líderes das empresas, reclamação esta validada pela pesquisa do Instituto Gallup que aponta 66% das pessoas se demitem do seu chefe e não da organização que trabalham. Mas a ideia deste artigo não é falar sobre liderança e sim sobre escolhas que uma pessoa pode fazer caso esteja infeliz com o seu trabalho, sendo ela líder ou liderado.

Sempre que um profissional começa a se queixar sobre o seu trabalho, seu chefe ou seus colegas eu digo a ele que existem quatro escolhas a serem levadas em consideração e que provavelmente ele está optando pela pior delas. Veja abaixo quais são estas escolhas:

1. Mudar a empresa: Esta é a minha preferida. Um profissional insatisfeito no trabalho pode escolher mudar a empresa para melhor, isto é, a partir do momento que ele não concorda com as ideias da empresa ou com a liderança, existe uma grande chance de quebrar antigos paradigmas e iniciar um processo de transformação na organização. Sabemos que a inovação vem do confronto de ideias, de forma harmônica, onde alguém traz algo novo e não aceita os “nãos” com facilidade. Este profissional possui uma grande chance de subir na carreira, seja dentro desta empresa ou fora dela, pois o conhecimento adquirido para confrontar as antigas crenças sempre traz consigo um grande aprendizado e com certeza um profissional mais talentoso.

Mas a triste notícia é que sempre que apresento esta opção muitos já ficam cansados só de ouvir, começam a dar desculpas que o chefe não permite que este tipo de confronto harmônico aconteça, que a empresa é jurássica e não irá mudar ou até mesmo que não está disposto a despender tanta energia assim. Costumo dizer a estas pessoas que na verdade não é outra pessoa que não permite e sim ela que não tem o poder de influência e persuasão necessário para vender as suas ideias e iniciar as mudanças que defende e que para isso será necessário que leia livros sobre o tema da influência e persuasão ou até mesmo fazer um curso que garantirá a ela esta habilidade. Mas muitos não se colocam em situações de aprendizado para elevar suas competências e conquistar aquilo que deseja. Para estas pessoas com tristeza digo “Tudo bem, é uma escolha linda e transformadora que você não quer optar”.

2. Adapte-se a empresa: Para as pessoas que não querem ser o agente transformador de uma companhia há a escolha de adaptar-se a empresa, aceitando a cultura, os pares, os líderes da forma como eles são. Apenas solicito a estas pessoas que aceitam a infelicidade, que fiquem caladas, pois na maioria das vezes estas pessoas ficam reclamando pelos cantos da organização contaminando outras pessoas que tem potencial para usar a primeira opção e iniciar um processo de transformação. Oitenta e sete por cento das pessoas são demitidas por problemas comportamentais e os dois comportamentos que mais demitem os profissionais são a arrogância e a reclamação sem ação, portanto, muito cuidado com esta escolha.

3. Mude-se da empresa: Quando apresento esta opção às pessoas se assustam. Mas é uma opção que se deve levar em consideração, pois se você não está a fim de mudar a empresa, seja lá por qual desculpa for, e não quer se adaptar-se a forma da empresa, acredito que não haja motivos para continuar neste trabalho. Aposto que até mesmo os seus lideres não desejam uma pessoa infeliz naquilo que faz. Faço aqui apenas um pequeno alerta, pois em muitos casos percebo que este processo de fuga não é edificante, pois normalmente o profissional que vai embora da empresa leva ele mesmo na bagagem. Algumas pessoas são eternas “reclamonas” e não tenho dúvida que haverá uma grande chance de iniciar um processo de reclamação na nova empresa na qual ela vai se instalar. Após o processo de namoro com o líder e a empresa, as pessoas que “fogem” sem compreender o real aprendizado do antigo emprego, começam a achar novas coisas para reclamar e todo o processo de insatisfação inicia novamente. Se você está optando por esta escolha fique alerta para que no próximo emprego não caia nas mesmas armadilhas.

4. Sofrimento: Sim, está é a quarta escolha que as pessoas podem fazer, se acomodam e sofrem. É mais ou menos assim: Não tenho forças para mudar a empresa, não quero me adaptar a cultura da organização, mas também não tenho coragem de pedir demissão, me transformar e ir para outra empresa, então me acomodo, sofro e fico constantemente colocando a culpa nos outros pela minha infelicidade e insatisfação. Fico muito triste, pois vejo muitas pessoas fazendo esta escolha que impossibilita o crescimento tanto do profissional como do departamento e da companhia.

Caso você opte pela primeira escolha (mudar a empresa) você precisará adquirir conhecimentos para iniciar este processo de transformação, pois se você já tivesse este conhecimento talvez já teria entrado em ação. Costumo dizer no meu treinamento SL – O Profissional de Alta Performance, que as pressões e dificuldades se dissipam a luz do conhecimento, portanto, será necessário que você invista em aprendizado para construir o novo.

Sugiro a você fazer o download aqui de uma relação de literaturas que podem te ajudar a adquirir o conhecimento necessário para entrar em ação e assim mudar você, a empresa e até mesmo a sua liderança.

Ricardo Piovan é palestrante e consultor organizacional. Diretor da Portal Fox, empresa especializada em consultoria organizacional, Coaching e treinamentos. Coordenador dos treinamentos Liderança Assertiva e Sprint Leader.

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3 Comentários para o artigo Insatisfeito e infeliz no seu trabalho?

  • Paulo Orleans disse:

    Policiais do Grupo de Operações Especiais de São Paulo, Jose Antonio Migliorini e Ricardo Escorizza dos Santos foram recebidos a tiros de fuzil na favela Jd. Arpoardor area do 75 DP, permaneceram sob intenso tiro teio por 20 minutos até a chegada de outras viaturas no apoio, varias pessoas foram presas e apreendido 10 kilos de entorpecentes todos encaminhados ao 75DP, para elaboração do flagrante delito.

  • Julio disse:

    Não entendo como o discurso de administradores, gestores e palestrantes motivacionais (que na grande maioria dos casos não motiva em nada, só cobra mais) pode ser sempre o mesmo…

    Desculpe o termo, mas o “circo pode pegar fogo” ao seu redor, a empresa ser um caos, ambiente de terror…mas o erro é sempre seu! Você que não se adaptou, você que não reagiu, você que não trabalhou o suficiente e etc.

    Se você não consegue convencer seu chefe orgulhoso e prepotente a nada diferente do que o próprio umbigo manda é porque você não é persuasivo o suficiente! Claro!

    Típico discurso de metido a bam-bam-bam: Quando o homem é chifrado pela mulher, não é porque a mulher não presta, foi o homem que não fez direito…

    Não tenho a menor tolerância para esse tipo de raciocínio. Está certo que a corda sempre arrebenta para o lado do mais fraco, e este é o que é obrigado a engolir os sapos mais gordos durante toda a vida, agora também querer colocar a culpa na pessoa (que está sofrendo) pelos sapos engolidos é dose!!!

    Alguns raros casos até posso concordar, mas o ambiente corporativo é o CAOS, e não há como negar isso. O erro não está no funcionário, está “nisso tudo”, nessa zona caótica que se tornou o mercado de trabalho, cheia de cobranças, prazos absurdos, abusos de poder e assédios de todas as formas.

    Entendo que motivar esse raciocínio pode gerar mais revolta ainda, pois NÃO HÁ o que fazer contra o “sistema”, mas infelizmente não da para tapar o sol com a peneira e colocar mais um sapo gigantesco para o trabalhador engolir: A culpa pelo próprio sofrimento.

  • Janete disse:

    É sempre a mesma coisa “A CULPA É SEMPRE DO FUNCIONÁRIO”. Nunca existe por parte de analistas do trabalho, recursos humanos e qualquer um desses puxa saco uma autocrítica sobre como a empresa lida com seus empregados. Acaba sendo necessário chegar ao ponto de entrar com processo trabalhista, e mesmo qdo isso ocorre, tratam como caso isolado. Essa matéria acima é pura hipocrisia.Faz parte da distorção de valores nessa sociedade onde quem é (por exemplo) assaltado leva culpa por ter sido assaltado por qq motivo e o ladrão fica normalizado.
    A mesma coisa ocorre nas empresas : a empresa te sacaneia, se vc não se sente bem lá deve ser pq não se adapatou.

    Isso reflete na inversão de valores que vivemos hoje.

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